sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Furadeira de bancada - Salvando da sucata...

Garimpando pela internet, consegui uma furadeira de bancada Ferrari FG13 em um estado aparentemente lastimável...



Ela estava barata, porém as fotos anunciadas no OLX não mostravam a base danificada...


Em uma negociação um tanto tensa, o antigo proprietário não queria voltar com o peso para casa, e me vendeu por 50% do que ele havia anunciado. Só para ter uma ideia, esse valor corresponde a 30% de uma furadeira dessas nova.
A princípio, e por enquanto, a máquina foi desmontada e recebeu uma limpeza, ao contrário do que eu imaginei, a máquina está com uma pintura bem legal ainda, portanto, não precisarei pintá-la.
Está funcionando com motor 220v e o motor funciona bem. A base rachada eu trocarei por uma base em madeira. Nem sei se é uma ideia muito boa, mas pretendo usar uma base bem maior que a metálica, pois não achei uma base sobressalente para comprar. Depois de limpa ela ficou bem mais apresentável...



O preço de uma base nova é bem pouco atrativo, então surgiu essa ideia... Uma base em madeira, bem fixada




Torno de madeira

Depois de ver tanta gente fazendo tornos de madeira pela internet, resolvi fazer o meu... Vou tentar explicar de uma maneira bem simples como planejei essa ferramenta.

A base para o projeto foi um torno básico da Ferrari ou similar, de pequeno porte. Eu fui vê-lo em uma loja e percebi que ele é até um tanto frágil no aspecto visual... O eixo do motor que dá movimento diretamente ao torno e a potência é baixa, frente aos outros maquinários de marcenaria em geral... 380W 1/2Cv.

O rascunho cafajeste desse processo está abaixo... Rascunho mesmo hein, não repare a bagunça!!




Então, tendo em vista um monte de projetos que vi na internet, aproveitei um motor de uma máquina de lavar antiga, com os mesmos 1/2Cv da Ferrari acima, e também comprei um eixo de serra 3/8... Confesso que não me recomendaram fazer um torno com um eixinho desses, popularmente chamado de jacaré, mas como eu acredito que não use para tornear coisas muito grandes, acho que dá pro gasto! Momentaneamente ficou dessa maneira, ainda sem contraponto...


Um problema inicial foi a rosca do eixo da serra x rosca do mandril 3/8, pois a do eixo é invertida, tendo em vista o uso para serra circular. 
Preferi usar o motor separado da ponta giratória... Porque se eu precisar usar outro motor, não variará a altura e assim eu não perderei o contraponto... 

O suporte do motor foi feito de modo que o motor tensione a correia com seu próprio peso, como projetado no desenho.


E o contraponto tem rosca e mandril, por enquanto. A intenção é usar uma ponta giratória, porém, a barra roscada com uma ponta feita no esmeril já funcionou bem, porém acabou desgastando a madeira de pinus, que é muito macia e não estava muito legal no teste.



Tá prontinho, mas agora falta o porta ferramentas, por enquanto será de madeira, mas a parte que terá contato com o formão deve ser de metal.


E acabei testando o torno só muito tempo depois do início dessa postagem. Ainda não instalei o mandril no contraponto, mas uso uma barra roscada com uma ponta feita no esmeril e finamente limada. O porta ferramentas foi improvisado, mas já providenciei uma cantoneira L, que é melhor indicada para essa finalidade... O resultado foi bem satisfatório... 


Algumas melhorias serão feitas... Gradativamente a gente percebe algumas dificuldades e necessidades que surgem... 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Restauração de ferramentas - Parte 1 (Serrotes)

Eu ganhei esses dois serrotes, o primeiro foi há uns sete anos ou mais, estava todo enferrujado e abandonado. Depois de um tapinha ele ficou assim...



Mas o que quero destacar é esse outro aqui. Um serrote com lâminas intercambiáveis, mas só lhe restou uma única lâmina... Quando o recebi estava assim...


Agora esta dessa maneira... 



Não mudou muito mas esta bem melhor e sem a ferrugem toda de antes, apenas com a oxidação da idade... Não consegui identificar a idade e nem a marca, mas parece ser antigo e tem um corte razoável, bem fino. Em breve serão amolados e serão usados com certeza. Abaixo, os três serrotes que tenho agora, junto com o bomfio 10" que ganhei de meu pai quando tinha 14 anos e fiz meu primeiro móvel...


domingo, 28 de setembro de 2014

Macete/malho artesanal

Macete ou malho é uma ferramenta para percutir o formão sobre as madeiras. Por serem feitos em madeira ou resina plástica, os formões não podem receber pancadas de martelos comuns... Este malhete foi feito artesanalmente em ipê, com grosa e serra manual...


Esta é a peça pronta...



Essa é a origem, um pedaço de viga 5x11cm de ipê, reaproveitado.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Restauração e Customização: Bicicleta vintage modelo BEACH (caiçara)

Depois de um tempo sem atualizações, segue o último projeto que fiz. Trata-se de uma restauração de uma bicicleta aro 26, modelo beach, mais conhecido aqui como Caiçara. Tudo começou no ano passado, quando ganhei este quadro neste estado:


A princípio, o quadro recebeu um tratamento anti-ferrugem e pintura de primer e preto fosco. Posteriormente, vieram os acessórios. A idéia principal era tornar este exemplar semelhante as bicicletas schwinn ou um modelo vintage, pura e simplesmente.

O resultado foi este: Um modelo vintage, porém, com tudo novinho...



Este post será atualizado com novas fotos e também fotos dos novos acessórios que vierem.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Iniciativa sustentável - Porta treco de disquetes

Olá pessoal,

Como dito anteriormente, algumas outras ocupações me afastaram um pouco da lida com as madeiras. Enquanto isso, segue uma iniciativa que tivemos no meu trabalho. Trata-se de um porta-treco de disquetes.

Minha recomendação é que você não jogue tudo fora. Analise com cuidado, quem sabe não existam tesouros escondidos...




domingo, 3 de novembro de 2013

Conjunto para sala de jantar (mesa+bancos)

Como prometido na postagem anterior, seguem as fotos do conjunto de sala de jantar. A mesa já apareceu por aqui, nas primeiras postagens.


A evidente diferença de tonalidades entre os bancos e a mesa é a presença de verniz nos bancos, a mesa ainda não foi envernizada. Quando for, postarei aqui o resultado!

Banco com encosto

Segue uma foto do banco com encosto que fiz recentemente, ele compõe uma conjunto de mesa com bancos para sala de jantar, feito em madeira de demolição.



Notem que ele é um tanto largo, pois trata-se de um banco para duas pessoas, na próxima postagem, seguirá o conjunto montado.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Adega para 30 garrafas com porta taças (12 taças)

E essa é a novidade que falei nas redes sociais semana passada! Um pedido fechado e o produto em questão: Adega para 30 garrafas com porta taças. Capacidade para 12 taças.








PS: Estão apenas duas garrafas e quatro taças, é por que não tenho tantos elementos para encher a adega, mas pode apostar que cabem 30 garrafas e 12 taças...

Gostou? Faça sua encomenda! Fim de ano vem aí, não fique sem a sua!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Carro de Boi

O carro de boi é um símbolo icônico do universo sertanejo. E existe uma grande tradição na feitura de carros de boi em miniaturas. Não conheço ninguém que nunca tenha visto em algum lugar uma peça como esta.

O Adriano Oliveira me desafiou a fazê-lo. Embora seja de madeira, é uma peça muitíssimo artesanal, e artesanato é uma coisa que nunca havia feito, mas provavelmente começarei a fazer, pois foi um bom passatempo...

Acompanhe o passo a passo do processo.

O recorte das peças:


Abaixo, o trabalho de dimensionar e acertar as proporções de cada peça, bem como o trabalho com lixa e grosa, arredondando as peças:


E o resultado final, com a aplicação do verniz e acabamentos:



Gostou? Aproveite e faça sua encomenda... rsrs

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Restauração: Harmônio J. Edmundo Bohn

 Este exemplar do Harmônio foi restaurado por mim há alguns anos.

Para quem não sabe, o harmônio é um tipo de órgão musical que funciona à base de fole, um irmão mais velho do órgão elétrico e primo de segundo grau do acordeon. Versões em que o fole é manipulado manualmente são difundidas e extremamente conhecidas na Índia e arredores da Ásia.

J.Edmundo Bohn fabricava esses instrumentos no sul do Brasil de 1929 a 1968, entretanto, não há uma data nesse exemplar.


Infelizmente não achei as fotos antes da restauração. O bom mesmo é ter o "antes e depois", mas pode confiar que eu tenho testemunhas oculares que podem comprovar o mal estado do harmônio antes da restauração, seus donos: Edi e Solange, meus tios.

Os detalhes mais peculiares são os mecanismos do harmônio. São extremamente rudimentares e lubrificados com grafite. Todo mecanismo é em madeira e o fole super resistente.

O harmônio estava em estado de abandono, com restos de insetos, sinais de umidade acentuada e travamento de mecanismos, peças em metal totalmente embotadas, além do desalinhamento das teclas e mal estado da pintura (envernizamento), porém com foles em ótimo estado e afinação muito boa. 

O resultado é restauração total, e um som vintage excelente.













quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sofás

As fotos não ajudam...rs

Mas, segue um sofá, aliás, dois!

Eles são para 4 lugares cada, quatro assentos generosos... Feito totalmente em madeira reaproveitada, tanto madeiramento de telhado quanto de outros móveis. 

Assim que possível, providenciarei fotos melhores... 



 
Novas fotos...
Agora com almofadas...





sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Restauração do bagageiro de automóvel antigo

Eu sou o orgulhoso possuidor de um VW Fusca 1970, e quis ter um bagageiro para compor seu visual. Por ser uma peça vintage atualmente, pedem muito dinheiro por ele, entre R$500 e R$1000. Como eu não queria gastar esse valor, pensei em utilizar um pouco das minhas ferramentas e disposição.

Pois bem, esse era o estado do bagageiro que consegui comprar em MOGI, por R$ 50,00, como podem ver apenas a estrutura se aproveitava:



Após horas de lixa, produtos contra ferrugem, removedor pastoso e pintura, o bagageiro começou a dar sinais de potencial. Além disso, algumas peças tiveram de ser compradas, como as garras e os pés de borracha.








Para só então chegar ao resultado desejado, o bagageiro pronto, com ripas reforçadas e aparência de novo, claro, com limitações por ser o primeiro trabalho do tipo.